• 20.05.2021
Parque Vida Cerrado fomenta consolidação da rede de coletores de sementes

Através do Projeto Conecta Cerrado, o parque está auxiliando na fundação de uma entidade representativa da rede de coletores de sementes e, também, na capacitação em intercâmbio com os diferentes elos da produção e na formatação de um modelo de negócios para tornar a atividade mais atrativa e sustentável, demonstrando o papel social da restauração na melhoria de vida das comunidades rurais, na valorização dos saberes e na conservação do meio ambiente

 

O Parque Vida Cerrado – primeiro e único centro de conservação da biodiversidade, pesquisa e educação socioambiental, com sede em Barreiras, no Oeste baiano – foi protagonista na mobilização para criação da rede de coletores de sementes e, agora, está empenhado na sua estruturação e consolidação, ainda não concretizadas na região. Através do Conecta Cerrado, projeto que simboliza um marco do novo momento da restauração ecológica, o parque está auxiliando os moradores de comunidades rurais na fundação de uma entidade representativa da classe, na capacitação em intercâmbio com os diferentes elos da produção e na formatação de um modelo de negócios para tornar a atividade mais atrativa e sustentável.

Conforme explica a bióloga e coordenadora do Parque Vida Cerrado, Gabrielle Rosa, a sustentabilidade agrícola e a conservação da biodiversidade estão intimamente ligadas ao fortalecimento da cadeia da restauração ambiental, que depende da estruturação da rede de coletores de sementes. “A mobilização para criação da rede de coletores teve início em 2011, através do Programa LEM APP 100% Legal, para atendimento do Programa Produzir e Conservar da Monsanto, em parceria com a Conservação Internacional. O projeto teve seu momento de grande desenvolvimento, mas ficou estagnado em Luís Eduardo Magalhães. Se quisermos um projeto de restauração eficiente, precisamos consolidar a rede”, observa.

À época, o Parque Vida Cerrado participou ativamente da sensibilização e da identificação de lideranças das comunidades rurais, da definição da primeira lista de sementes e respectivos valores para remuneração, fez várias visitas periódicas para orientação no tocante à coleta, armazenamento, pesagens, pagamento e recolhimento e ajudou no planejamento e projeção do fluxo de mercado e da estrutura básica para constituição da organização da cadeia. Além disso, ministrou cursos para coleta, beneficiamento, armazenamento e a importância da organização da rede para engajar os coletores e garantir a qualidade e o escoamento das sementes.

“Passado todo esse período desde a sua criação, observamos que a rede de coletores de sementes merece grande atenção. A formação de uma associação de coletores torna a venda mais segura para coletores e consultores ambientais e, com isso, elevamos o processo de restauração para outro patamar, não só ambiental, mas também social, uma vez que as comunidades passam a ter mais uma fonte de renda e são valorizadas pelo seu trabalho na restauração. O maior desafio é, sem dúvida, promover os diversos avanços organizacionais junto às comunidades para que as redes passem a ter autogestão a partir de suas lideranças comunitárias e consolidar um mercado que demande sementes e outros produtos da sociobiodiversidade. É exatamente isso que o Parque Vida Cerrado se propõe a fazer nesse momento em que a restauração está em evidência. O ano de 2021 marca o início da década da restauração, então devemos estar prontos para sermos um dos principais protagonistas na restauração ambiental da região, através do Projeto Conecta Cerrado”, destaca Rosa.

 

Flabeis Calazans, moradora desde 1996 do Assentamento Rio de Ondas, em Luís Eduardo Magalhães, iniciou sua jornada na coleta de sementes em 2012 e vê com grande entusiasmo este novo momento para a atividade, proposto pelo Parque Vida Cerrado

 

Flabeis Calazans, moradora desde 1996 do Assentamento Rio de Ondas, em Luís Eduardo Magalhães, iniciou sua jornada na coleta de sementes em 2012 e vê com grande entusiasmo este novo momento para a atividade, proposto pelo Parque Vida Cerrado. “Quando fomos procurados pela bióloga do parque para nos organizarmos e fundarmos a nossa associação/cooperativa, inicialmente muitos coletores não acreditaram que seria possível. Isso nunca foi algo muito organizado na região e, o descarte de sementes que não era adquirido pela Prefeitura de Luís Eduardo, ainda em 2018, trouxe certo desestímulo. Agora, o Parque Vida Cerrado nos dá novo ânimo. Acreditamos que a estruturação e consolidação da rede de coletores tenham mais chances de seguir adiante com sucesso. Nossa expectativa é que consigamos absorver muitos conhecimentos e que sejamos reconhecidos pelo nosso trabalho na coleta de sementes, que representa uma ocupação e renda extra para as famílias que residem na zona rural, mas principalmente uma contribuição importante para conservação da vegetação nativa do Cerrado no Oeste baiano. Pra nós é muito gratificante saber que estamos contribuindo com o meio ambiente”, finaliza.

 

Projeto Conecta Cerrado

O Projeto Conecta Cerrado é uma iniciativa pioneira na região Oeste da Bahia para o levantamento de fauna nas reservas legais e APPs rurais, em especial das fazendas ligadas à produção de soja nos municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães. Através destes dados faunísticos, obtidos através do monitoramento da espécie Chrysocyon brachyurus (lobo-guará), será possível avaliar a efetividade das áreas protegidas, identificar corredores ecológicos, apontar áreas com potencial para ampliação, estimular a conectividade dos remanescentes florestais para propiciar maior sustentabilidade às propriedades agrícolas e assegurar a conservação da biodiversidade do Cerrado. Além da restauração de áreas degradadas, o projeto prevê a implantação de sistemas agroflorestais, estruturação e fortalecimento da cadeia da restauração, disseminação do conhecimento técnico-científico, implantação e funcionamento de um viveiro referência na produção de espécies nativas e reestruturação da rede de coletores de sementes. O projeto surge com o objetivo de consolidar o modelo de negócio referência na restauração florestal e na obtenção de metodologias para avaliações de áreas prioritárias para a sustentabilidade rural e a conservação da biodiversidade do Cerrado.

 

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