• 18.08.2021
Projeto Restaura conta com transferência de tecnologia do Consórcio Cerrado das Águas

Iniciativa realizada no Oeste baiano utiliza como referência um programa desenvolvido em Patrocínio (MG) para conservação dos ecossistemas naturais

O uso de uma tecnologia para conservação de ecossistemas naturais, aplicada com sucesso em uma fazenda de plantio de café, na bacia do Córrego Feio, em Patrocínio (MG), começa agora a ser replicada pelo Projeto Restaura no Oeste baiano, região onde o Parque Vida Cerrado e a ADM apoiam produtores rurais na restauração de vegetação nativa. A transferência da tecnologia acontece com o apoio do Consórcio Cerrado das Águas (CCA), uma plataforma colaborativa que agrega esforços entre empresas, governo e sociedade civil para promover a conscientização sobre a importância dos ativos ambientais e da preservação a longo prazo no combate às mudanças climáticas.

Para a secretária executiva do CCA, Fabiane Sebaio, a transferência de tecnologia contribui para consolidar corredores ecológicos e alavancar os ganhos de biodiversidade em outras regiões agrícolas do Brasil. “A metodologia que aplicamos no Cerrado de Minas Gerais chega agora no Oeste baiano para contribuir no avanço da construção de paisagens produtivas mais sustentáveis”, explica. O consórcio atua em três frentes: restauração, práticas agrícolas climaticamente inteligentes e gestão eficiente dos recursos hídricos. Além disso, oferece a elaboração de um Plano Individual de Propriedade (PIP), no qual uma equipe de especialistas alinha junto ao produtor a melhor forma para implementação das estratégias propostas.

Restaura no Oeste baiano

No Oeste baiano, o Projeto Restaura é uma iniciativa do Parque Vida Cerrado – primeiro e único centro de conservação da biodiversidade, pesquisa e educação socioambiental – e da ADM – multinacional que atua no mercado de commodities agrícolas e de nutrição humana e animal, cujo objetivo é restaurar uma área de 50 hectares, com a introdução de até 70 diferentes espécies nativas, podendo alcançar e beneficiar cerca de 100 hectares. O grupo de agricultores locais dos municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães que aderiram ao projeto receberão um “cardápio” de estratégias de restauração personalizadas para cada propriedade, o plano de monitoramento dos resultados e o subsídio para os insumos necessários, como mudas e sementes.

Em visita à região no mês de junho, a engenheira agrônoma e especialista em restauração do Consórcio Cerrado das Águas, Lina Inglez, observou os passivos ambientais e os níveis dos danos de áreas consideradas prioritárias para restauração. “Por serem adjacentes a Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais, temos uma localização estratégica para conservar os remanescentes de Cerrado, com grande diversidade de espécies animal e vegetal. As propriedades pertencem a produtores rurais com um bom grau de consciência ambiental, que estão adequados conforme demanda a legislação. Restaurar e conservar estas fisionomias vegetais típicas do bioma é uma ação que vai contribuir para a biodiversidade como um todo”, reforça a profissional que contabiliza mais de 30 anos em restauração florestal.

Responsável pelo mapeamento e diagnóstico do Projeto Restaura no Oeste baiano, a especialista prevê ações de plantios de enriquecimento para preenchimento de espaços com falhas, a criação de ilhas com alimento para a fauna silvestre, semeadura direta e plantio consorciado de espécies de Cerrado, além de manejos visando à regeneração natural.

O Parque Vida Cerrado

O Parque Vida Cerrado foi fundado em 2006, como resultado de uma iniciativa do Grupo Galvani – sua principal patrocinadora. Conta também com o apoio das empresas Brasitrans e Mauricéa. Localizado entre os municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano, mantém um criadouro científico para fins de conservação e um centro de excelência em restauração com ampla expertise no bioma Cerrado. Em 15 anos de atuação, o Parque realizou diversos projetos socioambientais e envolveu mais de 30 mil pessoas em suas ações.

A ADM

Presente há 20 anos na América do Sul, a Archer Daniels Midland Company (NYSE: ADM) é uma das maiores empresas do agronegócio no mundo. Atua no processamento e comercialização de grãos (soja e milho); fabrica óleos vegetais, ingredientes e insumos para a indústria química, alimentícia e de nutrição animal, biodiesel e opera uma grande estrutura logística para levar esses produtos para os mercados em todo o mundo. É no Brasil, no entanto, que está localizada a maior operação sul-americana da ADM, empregando cerca de 3.300 colaboradores, desde 1997 – ano que marcou o início de suas operações. Em 2020, a ADM registrou o terceiro recorde anual consecutivo na originação de grãos do Brasil.

Desde 2009, através do ADM Cares – programa de investimentos sociais – a empresa investiu mais de US$ 4,5 milhões de dólares na América do Sul, apoiando diversos projetos nas áreas educacional, social e ambiental. Entre as empresas de commodities agrícolas, a ADM é a primeira e única do setor que está engajada na restauração de mata nativa do Cerrado em área de plantio de soja. “Estamos conscientes de nossa responsabilidade ambiental e queremos ser agentes transformadores, ajudando os produtores a também exercerem esse protagonismo na preservação da biodiversidade”, diz Diego Di Martino, líder de sustentabilidade da ADM Latam.

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