Institucional • 18.06.2024
Com mais de 1,3 milhão de m² de restaurados em áreas agrícolas do Oeste baiano nos últimos três anos, Parque Vida Cerrado celebra o Dia do Meio Ambiente

O Parque Vida Cerrado anuncia, neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o atingimento da expressiva marca de 1.350.000 metros quadrados de áreas restauradas em propriedades agrícolas do Oeste da Bahia, com técnicas integradas de manejo da flora e da fauna, nos últimos três anos. A área total restaurada, que equivale a 135 campos de futebol (ou hectares), representa um volume significativo no cenário nacional, posicionando o agronegócio do Oeste baiano como referência, não só em altas produtividades e tecnologia, como também em ações de conservação da biodiversidade.

“É uma grande honra para nós, do Parque Vida Cerrado, liderar o maior projeto de restauração do Oeste da Bahia. Os produtores que aderiram à proposta receberam um ‘cardápio’ de estratégias de restauração personalizadas para cada propriedade, o plano de monitoramento dos resultados e o subsídio para os insumos necessários, como mudas e sementes. Os resultados obtidos, a partir do restauro de mais de 135 hectares, consolidaram um modelo de negócio referência na restauração florestal e na obtenção de metodologiias para avaliações de áreas prioritárias. Temos implementado ações eficazes, acessíveis e de alto impacto ambiental, que podem ser replicadas em outros projetos de restauração de vegetação nativa do Cerrado em toda a região Oeste da Bahia. Neste ano, pretendemos escalar a restauração ecológica para mais 400 hectares e estamos em busca de produtores que queiram aderir aos novos modelos de restauração”, assinala a bióloga e coordenadora do Parque Vida Cerrado, Gabrielle Rosa.

Com quase duas décadas de atuação, o Parque Vida Cerrado é o primeiro e único centro de conservação da biodiversidade, pesquisa e educação socioambiental do Matopiba (região agrícola que abrange trechos dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Fundado em 2006, como resultado de uma iniciativa da empresa Galvani Fertilizantes – sua principal mantenedora – e localizado entre os municípios de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, mantém um núcleo para realização de projetos e atividades socioambientais, um criadouro científico para fins de conservação de animais silvestres e um Centro de Excelência em Restauração com ampla expertise no bioma Cerrado.

Em 18 anos de atuação, envolveu mais de 30 mil pessoas em suas ações, conduziu a reprodução bem-sucedida de mais de 40 animais silvestres (alguns deles incluídos na lista de espécies em extinção), capacitou centenas de coletores e estruturou a rede de coletores de sementes nos assentamentos, produziu e distribuiu mais de 200 mil mudas para reflorestamento urbano e rural e assumiu protagonismo na proposição e condução de diversos projetos em parceria com o agronegócio. Grande destaque dentre as iniciativas adotadas diz respeito à consolidação de uma importante parceria para apoiar produtores rurais na restauração de vegetação nativa de alta eficiência em áreas de propriedades agrícolas – ação que, somada aos demais esforços, posiciona o Parque Vida Cerrado como um dos principais protagonistas do novo momento da restauração ecológica no Cerrado do Oeste baiano.

O Parque Vida Cerrado conta com o Centro de Excelência em Restauração – espaço que dispõe de equipe multidisciplinar com profissionais de agronomia, veterinária e biologia com ampla expertise no bioma, de conjunto de tecnologias adaptadas para a região e de assistência técnica superior e de menor custo para prestação de todos os serviços da cadeia de restauração, desde o diagnóstico de áreas degradadas à execução e monitoramento. Integra também a estrutura do centro um viveiro referência na produção e distribuição de mudas de espécies nativas. “A região tem condições, estrutura e pessoal qualificado para conduzir o processo de restauração. Isso é possível, pois utilizamos técnicas específicas para cada trecho de área a ser recuperada. Pelas características do nosso bioma, é possível utilizar métodos diferenciados como a muvuca, por exemplo, que simula o design da natureza, evitando o desperdício de recursos e promovendo o desenvolvimento de redes de coletores de sementes locais. A partir dessa ação, promovemos mudanças não apenas ambientais, mas sociais e econômicas,” afirma Gabrielle.

A coordenadora ressalta, ainda, que a maior contribuição das ações é a valorização de produtores rurais – que são diferenciados, dispostos e comprometidos com o processo da conservação, pois vão além da obrigatoriedade. “Esse exemplo valoriza ainda mais a atividade e a propriedade agrícola e incentiva outros agricultores a compreenderem que buscar uma agricultura com um foco mais amplo e uma visão conservacionista é uma questão de sobrevivência, pois a preservação dos serviços ecossistêmicos e dos recursos hídricos depende da manutenção da vegetação nativa. Depois de experiências bem-sucedidas, vamos oportunizar novamente aos produtores a possibilidade de integrar nossos projetos de restauro, como agentes de transformação. Nosso propósito é tornar a agricultura do Oeste baiano ainda mais sustentável e competitiva,” assinala.

Marcos para a conservação

Outras iniciativas – importantes marcos para a conservação da biodiversidade – foram o projeto para monitoramento de fauna e avaliação da interação do animal silvestre com a paisagem agrícola e ambiental da região, o protocolo de reabilitação e soltura de lobos-guarás à natureza que garantiu a devolução de três animais da espécie e o sucesso reprodutivo de uma das fêmeas em vida livre e o projeto “Investigando o Cerrado”, que resultou em ações de educação ambiental.

O Parque Vida Cerrado também inaugurou a “Casa Jatobá” – primeira casa de sementes da Associação Rede de Coletores de Sementes do Assentamento Rio de Ondas e auxiliou a rede para comercialização das coletas. Ainda no Assentamento Rio de Ondas, promoveu o Projeto de Desenvolvimento Comunitário, a partir da realização do mapeamento da comunidade e do estabelecimento, de forma colaborativa, de soluções para melhoria em segmentos como fortalecimento das associações, capacitação de pessoas, assistência técnica rural, restauração e educação ambiental. Com essa iniciativa, mais de 3 toneladas de sementes nativas foram comercializadas pela associação.

“Em 2024, daremos continuidade ao compromisso de conservar a biodiversidade e desenvolver a comunidade, por meio do monitoramento constante da fauna, aprimoramento de projetos de restauração ecológica e educação ambiental, disponibilização de cursos de capacitação para ampliação da rede de coletores de sementes e um inventário de polinizadores presentes nas fazendas de soja da região, uma novidade que será divulgada em breve,” adianta Gabrielle.

Investimento responsável

Desde sua fundação, o Parque se mantém com investimento privado de empresas com alto senso de responsabilidade socioambiental. A Galvani Fertilizantes, idealizadora do projeto, e a BrasiTrans são patrocinadoras da instituição há 15 anos. O Parque Vida Cerrado conta ainda com parceiros como Mauricéa, Hotel Solar Rio de Pedras, Oilema, Condomínio Irmãos Gatto Agro, Condomínio Santa Carmem, ADM, Nuveen, Cargill, Ministério Público da Bahia, JCO, AvantiAgro, Synagro, Conservação Internacional e AIBA (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia). A instituição segue em busca de novos parceiros que estejam atentos à agenda ASG (Ambiental, Social e Governança) e queiram participar dos esforços de restauração e conservação do Cerrado.

Assessoria de imprensa / Heloíse Steffens

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